
Uma coisa é fato. É muito fácil discutir, brigar, vociferar e defender seu ponto de vista com unhas, dentes, língua e saliva, mas é muito difícil dialogar e debater respeitando o ponto de vista do outro.
E em ano de eleições então, meu amigo, é complicado…
Somos jovens no regime democrático, isso é fato. Mas acredito que em nenhum país a “tal da democracia” funcione tão bem… Bem demais até. Pela primeira vez, que eu me lembre, não tivemos uma eleição polarizada, tínhamos um terceiro caminho, uma alternativa na qual talvez valesse a pena arriscar. Não foi assim que fizemos 8 anos atrás? Arriscamos?
Como dito, o processo democrático por aqui funciona bem demais, e por conta disso, a “festa da democracia” se tornou um verdadeiro “oba-oba”. A política foi esquecida, o jogo de interesses ficou mais complexo. O peão é maisforte que a torre, protege os interesses do bispo e garante a soberania do rei. Mas que fique claro que a democracia é o bem mais valioso de uma nação, e mesmo criticando a maneira como as coisas são conduzidas, não sou contra ela.
O terceiro caminho não se tornou o novo polo destas eleições, mas movimentou uma parcela importante da sociedade: os Jovens. Influenciados por seus ídolos pop na internet, ou (espero eu) estudando propostas e planos de governo e fizeram sua escolha, fizeram barulho nas redes sociais e fizeram, talvez, uma nova prática de política e debate. Ou não… Pois a ideia de que os dois candidatos que agora disputam o segundo turno não receberam alguns votos apenas por serem antipáticos não me sai da cabeça…
Mas que cupa temos? A propaganda eleitoral virou espada de uma profana guerra santa, a retórica artilharia de acusações e o seu propósito de apresentar ideias e propostas foi varrida pra debaixo do tapete. Isso, meu amigo, é a “safadeza oculta” da política e um “quando eu chegar lá eu conto” disfarçado…
Pense nisso.
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