Digirido por José Padilha; Roteiro de Bráulio Mantovani.
Esse fim de semana fui assistir o filme de melhor bilheteria de lançamento do ano para o cinema nacional, continuação de uma produção que em 2007 se tornou um fenômeno de publico, chegando antes no mercado paralelo pra depois ser lançado nos cinemas daquele mesmo ano, se tornando um dos filmes mais vistos e discutidos da época: Tropa de Elite.
A continuação se passa dez anos depois do filme original, o Capitão Nascimento agora aparece como Coronel, mas depois de um incidente envolvendo uma rebelião no presídio de Bangu I, é promovido a subsecretário de segurança do Rio de Janeiro e se vê no meio de um complexo emaranhado de relações e interesses que envolvem o governo, a polícia, o crime organizado e a imprensa.
Não sou crítico de cinema. Não estudei pra isso (não o bastante. Produção de cinema era apenas uma matéria da grade do meu curso de Publicidade e Propaganda), Mas Tropa de Elite 2, não deve ser discutido apenas como obra de cinema, existem tantas questões abordadas no roteiro que o filme poderia (e deveria) ser debatido por muitos aspectos: Psicológicos, antropológicos, políticos, etc.
Mas como entretenimento o filme e nota 10. Mesmo tendo menos cenas de ação que o primeiro, elas são muito boas e muito bem montadas, o elenco é afinado, torcemos pela vitória do Cap Nascimento e torcemos para que os vilões vão pra vala. Por que sim, não adianta negar, pra maioria da população “bandido bom é bandido morto”. Rimos com as frases de efeito do longa (“Tá com pombagirisse agora?!” e “cada cachorro que lamba sua própria caceta”) e quase nos desesperamos quando vemos cada derrota de Nascimento e de cada personagem, que a sua maneira trava a sua batalha contra o sistema.
Aliás, Wagner Moura é o cara, sua construção do ex-capitão do BOPE é perfeita, não há como não reparar como, no decorrer do filme, seus ombros ficam cada vez mais curvados e como seus olhos ficam cada vez mais apáticos, mas mesmo assim ele é um cara que não desiste ele tenta, ele apanha, ele bate, ele apanha de novo, mas faz o que tem que ser feito, nem sempre ético, nem sempre justo, mas quem no filme é?
Tropa de Eleite 2 tem que ser visto por todos, mais de uma vez, tem que ser debatido, tem que ser analisado até porque, estamos em ano de eleição, como no filme, só que esse como informado nos créditos iniciais, “embora tenha semelhança com fatos reais, é uma obra de ficção”
Assistam.
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