04/11/2010

A analogia do braço quebrado…

X_ray

Boas,

Além deste remelento blog, estou escrevendo um “fanfict”, estudando roteiro de cinema e colocando no papel, ou melhor, no word uma centena de ideias guardadas na cabeça, que vão desde roteiros, sitcoms, esquetes pra rádio e o diabo a quatro (aliás o “diabo a quatro” me deu uma grande ideia).

E numa dessas, durante uma conversa casual, surgiu a “analogia do braço quebrado” para explicar como uma pessoa se sente quando a relação acaba:

Vamos à parabola, então:

1) Você é uma criança feliz, brincalhona, sobe e desce naqueles trepa-trepas de playground tudo é festa e alegria, como um namoro feliz…

Um belo dia você se descuida, ou acontece alguma coisa e você cai e quebra o braço. Vem aí a dor dilacerante.

2) Você vai pro hospital, dói tudo, não só o braço quebrado em si, afinal de contas, tem a questão psicológia, teu braço quebrou! E esse ele não voltar mais pro lugar? Se infeccionar? Se eu perder os movimentos?! O osso tá pra fora, você sente dor e está indefeso. (Estou nessa fase)

3) Você engessa o braço, a dor é amenizada, mas ainda dói, as vezes você tem que tomar um remédio pra amenizar, mas o gesso está lá, colado no teu braço, tudo o que você faz, dependendo do que seja, causa aquela dorzinha, você não come direito, não dorme direito, não toma banho direito, porque o gesso tá lá e as vezes ainda dói.

4) Com o tempo, o gesso é retirado, a dor é menor, mas dependendo do que se faz ela volta, com maior ou menor grau. Voce começa a reabilitar o seu braço quebrado, vai de leve, na manha, começa a fazer o que fazia antes, exceto, claro, voltar a brincar naquele playground que quebrou o teu braço, mas você vai melhorando.

5) Por ultimo, teu braço está 99% curado, ele já não dói mais, pode ser que dê até pra arriscar subir num novo trepa-trepa ou procurar outros brinquedos que podem até ser mais divertidos, mas você nunca se cura 100%, até porque, dependendo da fratura, qualquer mudança de clima causa aquela pontadinha nos ossos, e é difícil esquecer que você já quebrou um osso do corpo e como foi ruim se recuperar disso.

É claro que isso não se aplica a todos os ossos, porque tem términos que podem parecer só uma torção ou uma topada de dedinho no pé da cama, dói muito na hora, mas no mesmo dia você só lembrar que bateu o dedinho lá… Já tive algumas “torções” e “trombadas”, mas uma “fratura exposta” como essa…

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