Não entendi esse filme.
Sério… Não saquei.
Não entendi porque ele foi feito, como o roteiro foi aprovado ou porque ainda insistem em botar o título de “visionário” no Zack Snyder.
Mas vamos tentar… Primeiro a sinopse do filme:
Durante os anos 1950, uma garota é internada em uma instituição mental por seu perverso padrasto, onde passará por uma lobotomia dentro de cinco dias. Durante esse tempo, a moça começa a imaginar uma realidade alternativa, em que precisa roubar cinco objetos para fugir de um homem desprezível.
Para o primeiro trabalho completamente autoral, na minha opinião Snyder pisou na bola grandão. Depois do ótimo “Madrugada dos Mortos” (remake), o bom “300” (adaptação), o polêmico “Wacthmen” (adaptação) – polêmico no sentido de que os fãs da obra original odiaram o filme - e o mediano “A Lenda dos Guardiões” (adaptação) o cara se destacou na Warner, vai dirigir o Superman e meteu agora o seu Sucker Punch… Mas o filme não vai pra lugar algum e o público médio vai odiar o final. Com certeza.
O filme é um grande videoclipe, é vistoso, tem cenas de ação empolgantes (mas não convincentes) e não por acaso tem entre os artistas que compõem a soundtrack a Björk, conhecida por seus clipes sem pé nem cabeça, mas completamente deslumbrantes.
E falando nesse deslumbre, não dá pra negar que as heroínas do filme são um deleite. Temos a colegial com vestidinho, a garota com pirulito na boca, outra com roupas coladas e toda a série de fetiches que se pode imaginar.
Então temos garotas bonitas, boas cenas de ação, um belo visual, boa trilha sonora e bons momentos do próprio Snyder com a camera na mão; como a cena do camarim onde elas conversam na frente de um espelho e a cena do vagão de trem com a luta com os robôs... TEMOS ATÉ ZUMBIS!!! Mas se você juntar tudo ainda não dá um bom filme… E isso é uma pena.
Ainda assim, recomendo que você assista Sucker Punch, quem sabe assim você entende pra quê e por quê ele foi feito. Além de arrecadar uma grana, lógico… Mas na boa… Acho que nem isso…
Outra coisa que atrapalhou meu entendimento do filme foi o fato de ter ido sozinho. Sem ter com quem discutir e comentar, a experiência pós-filme não foi completa.
Bom… Se você dar uma nota pra esse filme eu daria:
Alegoria: Nota 10
Enredo: Nota 3
Harmonia: Nota 1

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