Não sou um super entendido de carros. Mas a campanha de lançamento do FIAT Bravo me chamou a atenção, não positivamente, mas vamos lá…
O que me chamou a atenção na verdade foi a campanha de publicidade e marketing que não deu muito certo. E sob meu ponto de vista, acho que sei porquê.
Bom… Vamos aos fatos. Segundo a Fenabrave (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos) o Bravo, no mês passado (março) vendeu apenas 788 unidades. Parece muito? Não é. Num ranking de carros que estão mais ou menos no mesmo segmento – logo, concorrentes – ele ocupa a nona colocação; no topo está o Honda FIT, que meteu 4367 unidades.
Pelo que eu pude pesquisar, o Bravo não é um carro ruim tão pouco é feio. Mas o que acontceu? Pra mim. Ele foi muito mal vendido.
A campanha de TV do Bravo aqui no Brasil foi essa aqui:
Não sei em você, mas vendo essa peça não despertou em mim o desejo de compra. E a julgar pelos números, não foi só em mim, não. Então, se uma peça publicitária, que visa despertar o desejo de compra de um produto ou serviço não cumpre seu papel, ela falhou. A campanha sequer ganhou uma menção descompromissada do cotidiano, tipo: “você viu aquele comercial da FIAT? Que imita o Guitar Hero?!”. Fail.
Os mídias até que tentaram: meteram o Bravo no BBB11, uma das maiores audiências da TV na atualidade, o comercial aí de cima também figurou nos melhores horários das TVs e programas, as rivistas e jornais de maior circulação tinha peças sobre o carro, as autorizadas tem painéis bonitos e coloridos com o carro ao lado do novo sucesso de vendas da marca, o Novo UNO, gastaram uma bela grana, com certeza, mas não foi o suficiente. O carro é Bravo, mas a estratégia foi branda. Perderam uma ótima oportunidade que o próprio nome do produto tinha para mostrar a que veio, do que ele era capaz… Não fez o barulho que o próprio UNO fez… Erraram.
O resultado: No ranking geral de vendas em março, o Fiat Bravo ocupou a 46ª posição. Será que pra FIAT é um bom resultado quando seus concorrentes estão bem mais acima?

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