10/04/2011

A Orkutização do Facebook

Face x Orkut

Não há como negar. No mundo inteiro a maior rede social do momento é o Facebook. Se eu não me engano, já são 600 milhões de usuários, uma marca que já está avaliada em 50 bilhões de dólares, um filme que foi indicado ao Oscar de melhor filme (e outras categorias que eu nem lembro mais), livros e o diabo a quatro.

Assim como o Orkut foi.

A rede social do Google ainda é lider de usuários no Brasil, vem tentando agregar recursos de seus concorrentes para impedir o exodo de usuários, mas ainda tem sua participação como grande quando o assunto é sites de relacionamento pelo mundo.

Não sei como é no resto do universo internético, mas aqui está se formando um movimento que a mim incomoda muito: A reclamação de alguns usuários do “Face”, quando o site sofre trollagem, dizendo que a coisa está se “Orkutizando”.

E o pior: As mesmas pessoas acharem que pessoas não tão “cools” quanto elas (entenda-se como “not cools”, moradores de periferia, nordestinos ou qualquer pessoa que não pesam, agem ou goste das mesmas coisas que “os cools”) não deviam fazer parte do Facebook, e sim, serem relegados ao Orkut.

Criou-se a ideia de que o Orkut é a favela das redes sociais.

Não tenho Orkut, tentei por duas vezes fazer parte da rede, mas nunca criei amor por ela a ponto de manter um perfil atualizado, mandar scraps para amigos, participar de uma centena de comunidades, etc. Me dei melhor com o facebook, mas ele também não é o mais bem tratado dos meus serviços nas redes sociais. Quando quero escrever algo pra um amigo, ainda mando pro bom e velho e-mail, não faço parte de nenhuma máfia, não tenho uma fazendinha nem resposndo questões pré-programadas sobre meus amigos.

Num momento que cada vez mais as barreiras são derrubadas pela internet, um movimento de apartheid como esse feito por usuários é um belo de um retrocesso.

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